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Notas sobre o Problema da Classificação dos Tipos de Tempo (types of weather) na Geografia Brasileira PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Equipe Fakeclimate   
Dom, 08 de Setembro de 2013 15:38

 

A proposta central deste trabalho é tão somente resgatar uma discussão

que foi fundamental ao longo do desenvolvimento da climatologia brasileira, no

entanto, têm sido pouco explorada nas últimas décadas. Tal fato pode passar a

idéia de que a discussão em questão foi superada ou concluída, porém temos a

impressão de que, na realidade, ela foi suspensa. Dessa forma, o resgate que se

pretende fazer aborda a “classificação genética dos tipos de tempo”, proposta

defendida, no Brasil, inicialmente por Sampaio Ferraz (1945)

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. Essa questão

tornou-se fundamental para a climatologia brasileira ao ser adotada e divulgada

por Monteiro (1962), que, baseado nas idéias de Ferraz, elaborou diversos

programas de pesquisa para desenvolvimento e aperfeiçoamento de uma

metodologia adequada para essa temática. Propondo enfim a “análise rítmica”,

que, como é de conhecimento geral, acabou por formar escola nos principais

centros de pesquisa em climatologia do país. Em contrapartida temos o trabalho

de Toledo (1973), que também busca trabalhar com a classificação dos tipos de

tempo, mas por outra metodologia que não a de Monteiro, e acreditamos que

seja, senão o único, ao menos o principal, no âmbito da Geografia brasileira, a

buscar uma abordagem quantitativa sobre o assunto.

Assim, para uma contextualização adequada do tema será feito um breve

recorte histórico a fim de indicar quais elementos  foram essenciais para o

desenvolvimento desta questão dentro da climatologia, sobretudo nos estudos

brasileiros. Nessa retrospectiva nos deparamos com uma série de “confusões”

quanto a alguns termos, em especifico sobre a geografia teorética e/ou

quantitativa e sobre a climatologia dinâmica. Ou seja, nas leituras realizadas até

o momento não foi possível identificar claramente certo consenso quanto ao

significado destes termos, conseqüentemente, diferindo em muito os conteúdos

que estes encerram. Como tais conceitos não constituem o cerne do presente

trabalho, as dificuldades e diferentes abordagens encontradas serão apenas

apresentadas e não aprofundadas, embora acreditemos que o assunto mereça

maior atenção.

Soma-se aos argumentos aqui apresentados o fato de  que na literatura

internacional a discussão acerca da classificação dos tipos de tempo se mostra

bastante viva, apresentando diversos avanços, sobretudo metodológicos, que

raramente são incorporados, ou mesmo citados, nos estudos brasileiros.

 

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