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Geografia dos Biocombustíveis: Energia d(á) Vida PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Equipe Fakeclimate   
Dom, 08 de Setembro de 2013 15:39

A comunidade global se depara neste século com uma série de desafios

que parecem indicar o limite de sua expansão e desenvolvimento. Entre esses

desafios, encontram-se as crises energética e ambiental, profundamente

interligadas.

A crise energética se deve ao fato da forma dominante de energia adotada

pelos países serem os hidrocarbonetos não-renováveis, em especial o petróleo.

Por não ser reprodutível  é um recurso energético que já nasce com limitantes

geológicas naturais. Mas o aumento espetacular de seu consumo nas últimas

décadas, chegando até a superar a velocidade da descoberta de novas reservas,

somado ao custo cada vez maior de explorar reservas  novas mais distantes e

profundas, elevam cada vez mais o seu preço no mercado internacional,

inflacionando a economia como um todo, uma vez que o petróleo em quase

onipresente como insumo produtivo.

A essa limitante econômica se adiciona uma limitante ecológica, que

tende a se fortalecer cada vez mais com a conscientização da sociedade global

das vulnerabilidades ambientais a ponto de até ultrapassar a limitante econômica

ao uso do petróleo.

Como possível resposta a crise, surgem os biocombustíveis, como uma

possibilidade aberta pelas tecnologias do presente século e capaz de fornecer

energia renovável, abundante, e limpa.

Mas como toda forma de energia os biocombustíveis derivados da

biomassa também encontram suas limitantes econômicas e ecológicas, de outra

ordem em relação ao petróleo, o que deixa às autoridades políticas uma dúvida

sobre qual o melhor caminho a seguir.

O presente estudo procura compreender se as vantagens de um uso maior

dos biocombustíveis na matriz-energética são maiores que as desvantagens da

continuidade do uso do petróleo, bem como possíveis conflitos que podem

surgir dependendo de tal escolha.

 

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